Suspiros enigmáticos, Medos e tempestades, Multidões e pensamentos
Sentimentos todos ávidos, Sem nenhuma explicação.
Cada dia um abismo a frente, E na mente só o que se sente, A incerteza somente.
Viagens sem fim, Momentos sem lucidez, Na Loucura e no momento, Perdido na memória e no vento, Perdido no mundo e no tempo, Perdido em mim!
Palavras sem fim, Histórias sem começo, Uma a uma a testificar, Sem nada significar Ou terminar
Sem motivo nem razão, Transcendentes além da emoção.
É meu mundo e visão, Meu universo sem noção.
O que faço então? Se nem emoção ou razão Satisfazem a questão?
Nas lacunas nem mais palavras Nem versão.
No Meio da Multidão, De mim faço um vigilante em vão Na aurora e na escuridão, Na espera de outra estação!