O medo de um vampiro.

02 de Maio de 2014 Robson SR Prosa Poética 671

É noite, e o medo me corre as vértebras.

O cheiro da maresia só não incomoda mais que o vento frio do mar.

Já é quase dia. Onde ela está? Marcamos aqui.



Calculo que não vem mais, e porque viria?

Talvez um velho vampiro não impressione mais as jovens mulheres.

Quero beber seu sangue, preencher seu sexo!

De todos os medos, só este me resta. O medo da solidão.



A lua está cheia de nuvens estrondosas de tristeza

Cai a chuva e com ela uma melodia viciante.

Perdido no tempo, o hino da chuva me atrai.-Malditos sentimentos.

Serei ainda um jovem?



Ajudei-a em viver a sua vida.

Matei todos os seus amantes.

Dei guarida, mesmo quando o mundo rejeitava a sua face.

Fui um tolo, sem duvidas. Um Tolo!



Paguei sua comida e cuspiu em meu prato.

Me traiu, é certo, me traiu!

Meu ódio, alimenta minha dor. Quero suas entranhas.

Mas meu coração pede seu sexo. Burro!



Seria isso amar?

Bem e mal, matar e morrer?

Só quero esquecer tudo isso!

É melhor ser alegre que ser triste.


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