INFLEXIBILIDADE

16 de Agosto de 2011 Abreu Prosa Poética 595

Por demais impassíveis, chegam e vão. Continuamente, sempre no mesmo compasso. Faça sol, chuva, dia ou noite e lá vão eles. Implacáveis. Qualquer dia ou mês do ano, não respeitam ou estão alguém a considerar. Com eles não há argumentos. Já os vi deixarem jovens em prantos em portões de colégios em dia de vestibular. Não respeitam dinheiro ou posição social. A esnobá-los, muitos já pagaram multa em contas diversas por deixarem tudo para a última hora. Com eles não tem conversa. Pior é o constrangimento mal adentramos o trabalho. Não respeitam ou consideram qualquer atraso. Não há escapatória. Por causa deles, quantas coisas boas já perderam... Há muito me disseram: não brinque com eles, são irredutíveis. Nunca se atrasam. E é verdade. Os vejo ditadores inflexíveis a exigirem de nós, em todas as fases de nossas vidas uma disciplina que machuca. Por eles dores diversificadas todos já sentiram. Tudo por causa de sua rigidez intransigente. Esses insensíveis, os minutos.

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