Vaidade de Vaidades

18 de Setembro de 2011 Fred de Oliveira Redações 1514

O princípio dos males, o que ocasionou a queda de muitos homens e até de anjos poderosos... Uma arma? Uma conspiração genial? Não, simplesmente a vaidade.

Aquela que nasce dentro de você, e pode te consumir a alma mesmo sem dores, imperceptível mau.

Palavra simples, muito comum. Palavra esta que muitas mulheres se vangloriam, como se fosse um sinônimo de embelezamento. Mero desconhecimento de sua origem. Popularização de termos, que com o tempo. Perdeu o seu sentido etimológico.

"Vaidade de vaidades... É tudo vaidade!"

Qual é a sua?

Inicio a abordagem dessa palavra com a "maquiagem", literal maquiagem feminina (ou masculina, para os metrossexuais, como queiram...). Nada contra, até mesmo a favor! Porém, vamos nos direcionar ao exagero, ao excesso de cuidados da beleza. A balança pende para o lado da beleza, do conceito de formosura da sociedade e suas legislações à seus sessenta quilos muito bem distribuídos em um metro e sessenta e cinco. E lá vai idades... Não voltam mais!

Ou os músculos "Young Schwarzenegger" para eles (ou para elas, como queiram preferir as halterofilistas). Tanto (ou pouco) esforço físico para aglomerar atenções, massagear os ID's, alavancar elogios para uma aparência quase escrava do século vinte e um. O visual sendo caçado em potes vitamínicos, suplementos cavalares, tudo na pontinha do láp... Digo, da agulha.

Estende-se também aos anti simplicidade, esforçados super dotados latentes em sua inteligencia que preferem um diálogo de várias citações. Mesmo que não transmitida com clareza as suas teses (e autoafirmações), imaginam transpirar sabedoria. A estes, os restolhos de uma inteligencia despendida de forma desnecessária. Passeiam por lógicas, calculadas minunciosamente e tecem uma teia onde a própria aranha se enrosca.

Não me delongando demais, quero deixar um espacinho aos super poderosos da fé (se é que posso dizer fé, prefiro direcionar ao termo religião). Tão minúsculo perto de uma soberania infinita. Crentes de que podem mover uma montanha pela fé, expulsar ostes malignas com uma simples ordem e determinar bênçãos para sua vida ou de um próximo. Com um pouco de religiosidade ou pitadas de paganismo, estes "negociadores" com Deus se vangloriam em status de bispos, apóstolos e me parece que está surgindo um novo termo: Anciões (é sério!). Aliados às vezes aos problemas das nações ou até mesmo de suas famílias...

Por fim, não com ar de desabafo, o resultado que a vaidade gera é um prazer perigoso em seu amplo escopo na área dos sentidos. Sufoca o bom senso. Tempo é o bem mais precioso que temos, famoso por gerar rugas e esquecido por nos permitir viver.

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