A Verdadeira História.

22 de Fevereiro de 2013 Lorrana Redações 791

Era o ano de mil e duzentos em nosso calendário, e em 30 dias, iríamos presenciar um momento de extrema importância em nossa história, por isso estávamos muito afoitos e animados para a comemoração. Vivíamos em uma ilha chamada Rapa Nui, mas gostávamos de chamar de ilha de páscoa, em homenagem ao nosso antepassado ‘Buba’, descobridor do local, que quando chegou aqui, tropeçou em uma pedra e xingou: “Páscoa!” , que significa má sorte. Tínhamos uma cultura regrada a adoração de baratas e imagens feitas de pedra por nosso artista, Jabah. Todos os dias, jovens da minha idade iam para um local que chamávamos de ‘Koncentra’ onde éramos disciplinados a ser adultas, e a termos futuras ocupações, por exemplo, os jovens do sexo masculino eram treinados para ser o que chamávamos de ‘kaka’ que significa cuidador do lar. E as do sexo feminino eram chamadas de ‘Chucalas’, treinadas para serem grandes chefes e líderes tribais. As crianças tinham a função de extrema importância que era de criar formas e utensílios úteis para o dia a dia, pois elas nasciam muito inteligentes e sábias, e com o passar do tempo, iriam perdendo o conhecimento e perdendo suas habilidades, pois isso usávamos elas para criar e inovar, como por exemplo: O nosso calendário, pratos, talheres,as chamadas ‘Jarrossas’(para locomoção terrestre), e os isoladores acústicos feitos de barro ( Que foi descoberto acidentalmente, quando uma criança ficou com raiva da outra por ser desafinada e estar cantando alto, e jogou barro em sua boca, a outra crianças continuou cantando, porém, o barulho era mais baixo) Os adultos não tinham ocupações tão importantes, apenas orientavam os menores o caminho a ser seguido, e eram extremamente sábios. Apesar de parecer entediante, tínhamos nossas formas de diversão, como o jogo que inventamos chamado de machomba, onde o objetivo era jogar cocos na cabeça de nossos adversários, e quem conseguia sobreviver, ou não desmaiar, era o campeão. E um jogo chamado ‘Pega graveto’ em que tínhamos que retirá-los sem deixar os outros mexerem, quem ganhava, podia escolher sua esposa ou marido. E em toda a nossa vida, estávamos esperando o momento mais marcante em nossa história, a construção dos “Moacis” que eram totens de pedra com o rosto do perdedor (Moacir) de um jogo muito, mais muito fácil, onde ele perdeu tudo o que tinha e em homenagem a sua estupidez, prometeram que fariam estátuas para ele. Chegado o grande dia, um problema aconteceu, Jabah tinha se confundido, e nas placas que deveriam: “Moacis Perdem- tudo” estava escrito: “Moais, os Pedregulhos”. Infelizmente, nesse mesmo dia, um profeta de nossa tribo fez uma previsão de que uma grande enchente iria acabar com a nossa civilização, por isso escrevi essa carta, a protegi e a joguei dentro de um dos totens, pra quando alguém achar, tomarem conhecimento de nossa verdadeira história.


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