A amizade é o grande pilar do mundo nas relações sociais. Antes mesmo de existir uma ciência chamada psicologia que afirma que o ser o humano necessita de amizade para seu meio social, Montaigne bradou taciturnamente a carência da mesma em “Da amizade.”
Apesar das idiossincrasias de cada tempo as relações sociais, preferencialmente a amizade, vivem a anátema da superficialidade. Antes as pessoas possuíam uma integração limitada e hoje com os adventos internet/globalização as pessoas, por redes sociais, por exemplo, compartilham informação com centenas de milhares de pessoas de todo o mundo, aumenta a integração, porém isso é diretamente proporcional ao aumento da superficialidade. Como diz Milton Nascimento em “Canção da América”; Amigo é coisa pra se guardar, Debaixo de sete chaves... Ou seja, amigo de verdade é coisa rara.
Outros fatores que pactuam com o supracitado é a sociedade do consumismo e da competitividade onde para se sobreviver nela é necessário se passar por cima dos “adversários”. Em uma sociopatia consciente vivemos o detrimento do conceito de amizade que hoje é baseado em contratos e favores, e somos guiados a um destino “sem sol” como dizia Cícero na Antiguidade Clássica.
Em um Brasil onde, segundo a OMS (Organização Mundial Da Saúde) é campeão mundial de depressão que é segundo especialista, potencializada de acordo com as relações sociais, deveríamos pensar mais na amizade, a verdadeira, a que vem primeiro que o amor como disse Caetano Veloso em “Língua”.

Tema: O processo de desenvolvimento da humanidade na amizade
Fuvest 2007
Miguel Angelo Sena Da Silva Junior