Inovação na Era do Conhecimento

25 de Agosto de 2011 Guilherme Resenhas 1561

Resenha do artigo do Autor : Cristina Lemos
Vivemos a Era do Conhecimento. Está cada vez mais perceptível que a aquisição de novas capacitações e conhecimentos é fundamental para se tornar competitivo e conquistar espaço no mercado. Entretanto esses conhecimentos não são facilmente adquiridos, pois, como afirma o texto, estão enraizados em pessoas, organizações e locais específicos, e somente os que detêm esse tipo de conhecimento podem ser capazes de se adaptar as mudanças que ocorrem nos mercados e gerar inovação.
As inovações podem ser radicais ou incrementais, ou seja, o desenvolvimento de novos produtos, processo ou forma de organização inteiramente nova são inovações radicais. As incrementais seriam a introdução de melhorias aos produtos ou processos sem alteração na estrutura industrial. Ambas podem gerar redução dos custos e aumento da qualidade em produtos ou processos. Caracterizar o processo de inovação e conhecer suas especificidades reforça as empresas a aceitarem sua importância e obter competitividade na economia.
Compreende-se à abordagem neo-shumpeteriana que os avanços resultantes de processos inovativos têm relação estreita com o crescimento e transformação da economia. Quando se aceita a existência de uma estrutura complexa entre o ambiente econômico e as direções das mudanças tecnológicas, deixa-se compreender o processo de inovação como um processo que evolui da ciência para o mercado, ou que o mercado é a fonte das mudanças.
A definição mais comum para inovação, conforme Dossi, 1988, é a busca, descoberta, experimentação, desenvolvimento, imitação e adoção de novos produtos, processos e novas técnicas organizacionais.
É necessário considerar que uma empresa não inova sozinha, esse processo é interativo com a contribuição de diversos agentes econômicos e sociais. A organização dessas contribuições é uma importante maneira das empresas se capacitarem para gerar inovações e enfrentar mudanças.
Através de ferramentas de base eletrônica, que diminuem o tempo de comunicação, a distribuição das informações tornou-se mais eficaz e transformar essa informação em conhecimento tornou-se um pilar para a produtividade e competitividade. Os avanços da microeletrônica tiveram um maior impacto na economia por englobarem grande parte das tarefas que antes eram realizadas por pessoas. O avanço das telecomunicações permitiu uma melhor troca de informações possibilitando a interação entre diferentes unidades dentro de uma empresa.
Visando a apropriação do conhecimento, percebe-se uma necessidade intensificada de capacitação e expansão das fronteiras do conhecimento codificado. A tendência do conhecimento codificado relaciona-se às velozes mudanças na geração desse conhecimento e de inovações. Conhecimento codificado é aquele que pode ser convertido em uma mensagem e ser divulgado ou manipulado como uma informação. Conhecimento tácito é o conhecimento que não pode ser explicitado formalmente ou facilmente transferido, são conhecimentos implícitos, como as habilidades acumuladas por um indivíduo. São compartilhados através da interação humana.
A existência de uma capacitação adequada através de aprendizado constante é necessária para enfrentamento das mudanças e isso se dá de forma mais completa com a interação para a troca de informações, conhecimento codificado e tácito e a realização de atividades complementares entre eles.
Até há pouco tempo, as análises econômicas relativas a atividades inovativas se concentravam no estudo de inovações individuais e específicas. Somente a partir da década de 80, intensificaram-se as investigações de formatos organizacionais forjados para enfrentar inovações. O pleito da investigação é um elemento de influência no desenvolvimento econômico e na sua capacidade de inovação. O ambiente onde elas se estabelecem também é um importante alicerce para sua configuração.
As exigências de especialização ao longo da cadeia de produção se tornam cada vez maiores. As tecnologias estão crescentemente baseadas em diferentes disciplinas e a maioria das empresas não possuem capacitação ou recursos para dominar toda esta variedade. A parceria é considerada uma condição para a especialização, uma vez que capacita os agentes envolvidos para o desenvolvimento de competências inter-relacionadas e a participação em redes se torna um imperativo para a sobrevivência das empresas.
O processo de inovação é interativo, depende das características de cada agente. O processo inovativo é altamente localizado, assim locais com diferentes estruturas institucionais terão processos inovativos qualitativamente diversos. Neste contexto adota-se o conceito, desenvolvido por Lundvall (1992), de sistemas nacionais de inovação. Onde é considerado que os agentes econômicos e sociais e a relação entre eles é que determinam a capacidade de aprendizado de um país. Sistemas nacionais de inovação podem ser considerados como uma rede de instituições que contribuem para as atividades e difusão de novas tecnologias.
Devemos salientar as abordagens políticas para essa nova era que adentramos. Alguns países já administram politicamente o desenvolvimento das empresas e a disseminação de novos produtos, serviços e processos. Mas ressalta-se que considera-se não ser mais necessário o investimento do governo na promoção de atividades de geração de conhecimento e inovação, pois o processo de globalização incluí a difusão e o acesso as informações e conhecimento.
As mudanças que vem ocorrendo nas políticas são fundamentais no reconhecimento de como é importante a formulação de políticas de promoção de inovações no quadro atual. As formulações de políticas devem incorporar, não só uma maior flexibilização do que significa o processo inovativo, como também reformular o foco de sua ação, ao privilegiar conjuntos de indústrias e setores em articulação com outros agentes que contribuam para o fortalecimento da capacitação tecnológica e que podem acrescer a sua competitividade.


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