A compreensão tradicional das relações entre a sociedade e a natureza desenvolvidas, vinculadas ao processo de produção capitalista, considerava o homem e a natureza como pólos excludentes fonte ilimitada de recursos à disposição do homem. Entretanto, nos anos 60/70 percebeu-se que os recursos naturais são esgotáveis e que o crescimento sem limites começava a se revelar insustentável.
O homem, julgando-se acima de tudo e de todos, amparado pelo racionalismo e pelas descobertas da ciência, depositou seus principais desejos e aspirações na busca do sucesso econômico, pela vontade de ter, acumular cada vez mais riquezas, e, por conseguinte, mais poder sobre seus iguais, esquecendo-se assim da sua real condição de ser, na e com a natureza.
Daí começaram a surgir alguns movimentos ambientais. O Ambientalismo consiste em diferentes correntes de pensamento de um movimento social, que tem na defesa do meio ambiente sua principal preocupação, demandando medidas de proteção ambiental, tais como medidas de anti-poluição. O ambientalismo não visa somente os problemas ligados ao meio ambiente. Ele vai muito além. Visa as atitudes a serem tomadas para uma possível diminuição ou até mesmo solução deste.
Castells (1999) afirma que grandes empresas passaram a incluir a questão do ambientalismo em sua agenda. Entretanto, assinala que "a maioria de nossos problemas ambientais mais elementares ainda persiste, uma vez que seu tratamento requer uma transformação nos meios de produção e de consumo.
Pepper (1995) destaca as principais correntes ecológicas. AIgumas são extremamente conservadoras, como a neomalthusiana. Para essa corrente a multiplicação dos pobres é o principal problema da sociedade, e os projetos de assistência social beneficiam apenas o nascimento massivo de mais crianças. Sustentam que a sobrevivência do planeta só será possível com planos internacionais para frear o crescimento demográfico.
Três períodos na história do movimento ecológico podem ser distinguidos no Brasil: uma primeira fase, denominada ambientalista (1974 a 1981), caracterizada por movimentos de denúncia de degradação ambiental nas cidades e criação de comunidades alternativas rurais; um segundo momento, de transição (1982 a 1985), foi marcado pela grande expansão quantitativa e qualitativa dos movimentos da primeira ; na terceira fase, a partir de 1986, a maioria do movimento ecológico decidiu participar ativamente da arena parlamentar.
As políticas ambientais são motivadas tanto por interesses como por ideais. Os interesses levam à compreensão dos danos ambientais e as conseqüências e ameaças à própria economia, com a diminuição de rendimentos e de empregos; e os direitos morais e ideais podem compreender o fato de os direitos do futuro prevalecerem sobre os das gerações atuais ou sobre o valor irredutível de todas as formas de vida.