A partir da segunda metade do século XX, após a II Guerra Mundial, inicia-se uma nova fase de processos tecnológicos, denominada Terceira Revolução Industrial. Que é Diferencia-se das anteriores, já que engloba mudanças que vão muito além das transformações industriais. Essa nova fase apresenta processos tecnológicos decorrentes de uma integração física entre ciência e produção, conhecida como revolução tecnocientífica.
Nessa nova revolução temos a aplicação quase imediata das descobertas científicas no processo produtivo. Temos o crescimento de atividades que empregam alta tecnologia em sua produção, assim vemos a ascensão da informática com computadores e software; da robótica, que cria robôs para uso industrial; da microeletrônica, que fabrica chips, transistores e produtos eletrônicos; das telecomunicações com rádio, tv, internet; da indústria aeroespacial, que fabrica satélites artificiais e aviões; e da biotecnologia, que produz medicamentos, plantas e animais manipulados geneticamente. Esse avanços acabam por serem incorporados ao processo produtivo, que depende cada vez menos da mão-de-obra e cada vez mais de alta tecnologia, considerando-se sempre os princípios básicos de que a produção deve combinar novas técnicas com máquinas cada vez mais sofisticadas a fim de produzir mais, com menos recursos e menos mão-de-obra.
A primeira revolução industrial foi caracterizada pela mudança de uma sociedade agrária, baseada no trabalho manual, para uma economia voltada para indústria mecanizada. A energia a vapor impulsionou esse avanço e ajudou o homem a deixar de construir com as mãos. A força física foi substituída pela força mecânica.
Já a segunda revolução industrial é caracterizada pela difusão dos princípios de industrialização por diversos países, a química e a eletricidade são elementos chave pois ajudam na criação de novos motores( elétricos e a explosão), são importanntes também o aparecimento de novos produtos químicos e a substituição do ferro pelo aço.
A terceira se difere das demais pois as duas outras revoluções industriais tinham por objetivo usar a tecnologia para produzir produtos baratos e em grandes quantidades. A substituição do trabalho braçal, na primeira, e o desenvolvimento de sofisticadas estratégias gerenciais, na segunda, não visavam substituir trabalhadores por máquinas, uma vez que os trabalhadores desempenhavam papel central e indispensável no processo produtivo. A última pende para o modelo de produção enxuta, onde produz-se em lotes pequenos, permitindo uma maior variedade de produtos, os trabalhadores são multifuncionais, ou seja, conhecem outras tarefas além de sua própria e sabem operar mais que uma única máquina e tem uma grande preocupação com a qualidade do produto.
Nessa nova fase busca-se combinar as vantagens das produções artesanal dos primórdios com a industrial intermediária, evitando o alto custo da primeira e a inflexibilidade da última. A produção usa metade do esforço humano na fábrica, metade do espaço físico e há investimentos maciços em equipamentos, estes que, com o tempo, vêm tomando lugar de pessoas no processo produtivo. As novas máquinas são capazes de realizar funções que vão desde a extração de matéria-prima até a distribuição do produto final e a realização de serviços. Os computadores e robôs não são usados para criar novos produtos, mas, sim, para desempenhar atividades antes executadas por pessoas. As empresas multinacionais e de informatização, ao substituírem a mão-de-obra humana, contribuem para a eliminação de postos de trabalho, o que amplia o desemprego.
O impacto das novas tecnologias e processos da Terceira Revolução Industrial não se restringe apenas às indústrias, mas afeta as empresas comerciais, as prestadoras de serviços e, até mesmo, o cotidiano das pessoas comuns. Ou seja, trata-se de uma revolução muito mais abrangente. Em termos de magnitude e abrangência, não se restringe a alguns países europeus, aos EUA e ao Japão, mas se espalha pelo mundo todo. É causa e, ao mesmo tempo, conseqüência da globalização.
Em muitos ramos, quase desapareceram os operários tradicionais. Em outras palavras, as novas tecnologias de produção, somadas a diversas razões de ordem econômica, institucional e social, podem levar ao fim de uma sociedade organizada com base no trabalho humano.