Sobre o Espelho de Loyola Brandão

22 de Julho de 2013 Isabella Feitosa Resenhas 914

Resenhas I

Não Verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão. Editora Global. 1981

Por Isabella Feitosa

Envolto ao um cenário não tão distante do futuro, São Paulo está repleta de poluição, miséria, doenças, falta de água, comidas artificiais, sem áreas verdes, ao redor de grandes corporações capitalistas, grandes construções que visivelmente poluem todo um planeta.
O Enredo da obra do Jornalista, escritor, contista e apaixonado pela literatura, de fato se dá ao caos generalizado de um planeta sem esperanças, que só faz poluir e degradar todo o território que habita.

Ignácio de Loyola Brandão, 76, brasileiro de Araraquara, possui uma intensa missão, com o seu romance, ficção, publicado em 1981 de “Não verás país nenhum”, a fim de conscientizar e fazer enxergar o futuro subseqüentemente carregado de degradação e poluição de um planeta, até em tão chamado Verde.
O Autor preocupa-se não somente com o meio ambiente e o futuro do planeta, mas também com a falta de zelo que a população lida com esse assunto, procurando alertar a conseqüência do capitalismo no planeta terra.
Os territórios ricos em biodiversidade, tal como o Nordeste, são vendidos para as grandes corporações, multinacionais e demais empresas capitalistas, destruindo todas as riquezas ambientais, tão como ao longo dos anos, transforma em grandes destruidores de toda a fauna e flora, restando somente o pó e a memória de algo que um dia foi lindo.

Muitos leitores provavelmente não sentirão prazer com a leitura, visto que persistirá o incomodados com todo o enredo. Quando na verdade, a veracidades dos fatos se expõe, mesmo sem a nossa conscientização ou permissão, o sentido de incomodo prevalecerá, ou como o ditado popular diz, quando a verdade é dita na cara, dói.
O Futuro sufocante é explícito na leitura obrigatória, por conseguinte serve como lentes, óculos para fazer enxergar o que de fato, esta em nossas caras, mas que a mídia e a ignorância escondem.
“Não verás país nenhum” tem o poder significante de um serviço público, de modo que cria um sentimento heroico, a fim de salvar o que ainda resta no nosso planeta.

Apesar da tristeza e a angústia que a obra desfruta, a sua essência e o seu objetivo, devem de fato ser reverenciados. A luta contra este assassinato do meio ambiente e a vida é oferecida em uma leitura que somente educa, que não nos deixa esquecer de plantar, cultivar e colher o fruto que esta terra nos dá.


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