Em 1987, dois anos antes da queda do muro de Berlim, o cineasta alemão Win Wenders apresentou ao mundo no Festival de Cannes, o seu então mais recente trabalho, o filme Asas do Desejo (Der Himmel Über Berlim, no original). Aclamado por público e crítica, o longa-metragem logo se tornou um clássico instantâneo, pois, contando uma narrativa simples, mas de profunda carga filosófica, nos apresentava a dois anjos, Damiel (Bruno Ganz) e Cassiel (Otto Sander), que perambulam pela Berlim pós-guerra, acompanhando o cotidiano daqueles moradores, ouvindo seus pensamentos e testemunhando seus desejos, angústias, medos e lembranças, sempre de forma passiva. Assim, é comum vê-los se recostando sobre as pessoas e reconfortando-as com um leve toque de mãos, uma vez que a invisibilidade e a onipresença dos anjos impossibilitam um contato visual e físico. Asas do Desejo, neste sentido, nos impressiona já nas primeiras cenas, trazendo Damiel olhando a cidade do alto e, num leve bater de asas, percorre os mais diferentes
cenários, passando por pessoas que, envoltas em seus pensamentos, filosofam sobre suas vidas, dando ao anjo uma pequena faceta de suas personalidades.




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