A Origem, filme escrito e dirigido por Christopher Nolan, prima pela complexidade temática sem tornar-se hermética em seus resultados. É uma história ambientada basicamente no subconsciente dos personagens enquanto sonham profundamente. O que fascina, neste projeto, é toda a carpintaria narrativa construída a partir de uma premissa simples, mas com um imenso potencial criativo desenvolvido ao longo de 148 minutos de ação, drama e ficção cientifica. A história: num mundo onde é possível entrar nos sonhos das pessoas a fim de extrair informações valiosas (uma técnica sofisticada de espionagem industrial), Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é o melhor extrator em atividade. Convencido a tomar parte numa ação bem mais ousada do que de costume, ele e seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt) são contratados pelo poderoso executivo Saito (Ken Watanabe) para invadir a mente do herdeiro Robert Fischer (Cillian Murphy) a fim de plantar uma simples ‘idéia’, para que o herdeiro divida a corporação empresarial do pai, num negócio onde Saito é o principal concorrente. Contudo, a missão é bem mais difícil do que se supunha, acarretando uma série de possibilidades inexploradas por boa parte da equipe, composta ainda pelo falsário Eames (Tom Hardy) e a arquiteta Ariadne (Ellen Page). Além disso, eles têm de lidar com a presença imprevisível de Mal (Marion Cotillard), cujos esforços objetivam exclusivamente sabotar os planos de Cobb, por uma razão que explicarei mais adiante.



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