Dogville, Dançando no Escuro e O Anticristo. O que estes
longas têm em comum? A resposta: são algumas das principais obras-primas do
cineasta dinamarquês Lars Von Trier. Dono de uma filmografia riquíssima, suas
narrativas invariavelmente refletem sua visão particularmente pessimista sobre
a humanidade, trazendo protagonistas femininas fortes e decididas cujos
conflitos particulares refletem este embate do indivíduo frente às pressões e
idiossincrasias da coletividade que assumem, nas mãos de Von Trier, o papel de
antagonista, uma vez que são estas coletividades que Trier se esforça em
observar e criticar, no final das contas. E se, em seus filmes anteriores,
Nicole Kidman, Björk e Charlotte Gainsbourg (algumas de suas principais
protagonistas) assumiam, de forma extremada, personagens que pareciam absorver
todas as dores e contradições da sociedade ao qual pertenciam, neste seu novo
projeto,
Melancolia, sua protagonista atravessa todo o longa com um sentimento
de desapego que ganhará significado ao constatar que, no final das contas, o
fim da humanidade está próximo.



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