A primeira cena de Veludo Azul é emblemática quanto à narrativa que quer contar. Abrindo o filme com um imenso tecido de veludo azul tomando a tela enquanto passam os créditos iniciais, a câmera vai se aproximando aos poucos até o momento em que uma sutil elipse revela um imenso céu azul, com flores coloridas em primeiro plano, penduradas em cercas de típicas casas suburbanas americanas, sugerindo um bucolismo e uma normalidade que é posto em xeque no momento em que um sujeito passa mal enquanto rega seu jardim. Nesse instante, a câmera de Frederick Elmes mergulha no gramado e nos revela que abaixo de todo aquele verde, besouros em
plano-detalhe cavam ferozmente a terra, numa sugestão eficaz de que, por baixo de toda aquela normalidade reside o caos e o perigo, prestes a vir à tona.



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