Gestão da cultura e do Clima Organizacional

25 de Dezembro de 2013 Gabriela Faval Resenhas 10346

LUCK,Heloisa.Gestão da Cultura e do
Clima Organizacional da Escola
. -
Vol.V. Série - Cadernos deGestão. 1ª Ed. Petrópolis - RJ: Vozes, 2010.


RESUMO


A maioria dos conceitos em relação
cultura-clima é de plena harmonia, um depende do outro já que percebe-se
aspectos de um no outro e vice-versa. Alguns autores acreditam na aproximação
dos conceitos de clima e cultura organizacional exemplo disso é o Lempek(2007),
citando Lasbeck “ao indicar que o clima organizacional traduz a dinâmica
cultural e que a temperatura desse clima corresponde a uma fotografia da
cultura organizacional.” Outros exemplos são Lima e Albano (2002), citando
Souza e Campos (2002), também reproduzindo Souza. Depois de avaliar os
conceitos existentes Luck vem nos dizer em que consiste o clima organizacional e
a cultura organizacional, onde é tratado que o Gestor, através de sua
liderança, é a pessoa que tem uma grande influência na definição do Clima
Organizacional. Tudo aquilo que o administrador faz ou deixa de fazer afeta, de
alguma forma, o Clima Organizacional. 



Para compreendermos o conceito de Clima
Organizacional, temos de compreender o que é Cultura Organizacional e como ela
se manifesta. Desta forma quando nos referimos à cultura, faremos referência à
forma de como os valores da organização são disseminados, absorvidos e
propagados pelos colaboradores para o alcance dos objetivos organizacionais. A
cultura organizacional envolve artefatos (padrões de comportamento), valores
compartilhados (crenças) e pressupostos (valores, verdades). Também pode conter
componentes visíveis, que são sempre orientados pelos aspectos organizacionais,
ou componentes ocultos, que são sempre orientados pela emoção e situações
afetivas.



§ 
Preceitos
(implícitos ou explícitos)



Normas, regulamentos, costumes,
tradições, símbolos, estilos de gerência, tipos de liderança, políticas
administrativas, estrutura hierárquica, padrões de desempenho.



§ 
Tecnologia
(instrumentos e processos utilizados)



Máquinas, equipamentos, layout,
distribuição e métodos de trabalhos.



§ 
Caráter
(Manifestação dos indivíduos)



Participação, criatividade, grupos
informais, medo tensão, apatia, agressividade, comodismo.



Essa mesma cultura pode aparecer nas
organizações de duas formas distintas. Como um subsistema que se liga à estrutura,
à estratégia, sistemas políticos e técnicos, ou ainda como uma superestrutura
que determina todos os demais componentes. Alguns dos componentes da cultura
são de origem histórica, do ambiente e território em que ela se situa, de
crenças e pressupostos (mitosideologias, etc.), de
regras, nomes e regulamentos, do processo de comunicação (linguagem), de ritos,
rituais e cerimônias, de heróis e tabus, ou ainda de
produtos e serviços com que está envolvida.



Existem diversas funções que a cultura
pode exercer dentro de uma organização: ela define os limites, a coerência nos
atos dos empregados; dá aos funcionários uma sensação de identidade, de
pertencer a algo grande, amplo e sério, trazendo motivação e ainda fazendo-os
se comprometer com interesses coletivos; reduz a ambigüidade, determinando
exatamente como os trabalhos devem ser executados. Algumas vezes ela funciona
até mesmo como um vínculo entre os funcionários e a empresa, ajudando a
permanecerem unidos através de normas do que se deve fazer e dizer. Mas sua
principal função é distinguir uma organização de outra.



A cultura organizacional, assim como
gestão das organizações, modifica-se
com o tempo, já que também sofre influência do ambiente externo e de mudanças
na sociedade. Entretanto, a
cultura de uma instituição também pode influenciar essa mesma sociedade.



A análise cultural de uma organização
permite nos observar que a cultura não é estática, e está propensa a mudar com
o decorrer do tempo, devido a variáveis ambientais e/ou culturais A compreensão
sobre o que são os valores organizacionais e como estes são absorvidos pelos
colaboradores possibilita aos Gestores desenvolverem de forma estratégica quais
ações serão desenvolvidas em um determinado ciclo organizacional.



O clima de uma escola é o conjunto de
efeitos subjetivos percebidos pelas pessoas, quando interagem com a estrutura
formal, bem como o estilo dos administradores escolares, influenciando nas
atitudes, crenças, valores e motivação dos professores, alunos e funcionários.
O clima exerce uma influência muito grande no comportamento e nos sentimentos
dos professores em relação à organização escolar, influenciando o seu
desempenho.



Clima organizacional poderíamos dizer
que é uma forma constante pela qual as pessoas, à luz de suas próprias
características, experiências e expectativas, percebem e reagem às
características organizacionais. O processo de formação do Clima Organizacional
torna-o, obviamente, uma variável organizacional dependente. Mas, na medida em
que o clima está caracterizado e passa a influenciar as pessoas, transforma-se
numa variável independente, constituindo-se um fator impulsionador de novos
comportamentos. O Clima Organizacional é dependente, na medida em que se forma
em função de outras variáveis, tais como os processos de tomada de decisão, de
comunicação ou de controle, e é independente, na medida em que pode influenciar
outras variáveis.



Apesar das semelhanças e complementações
existentes entre cultura e clima a autora mostra que é possível estabelecer
diferenças entre esses conceitos. Luck mostra isso através de um quadro onde
destaca os seguintes pontos: a Natureza, o Conteúdo, o Como conhecer, o Nível
de inferência, os Elementos estruturantes e estruturados e por fim as Mudanças.



A autora termina o capítulo trata das
características do clima e da cultura organizacional da escola, segundo
aspectos e dimensões de seu ambiente. Os aspectos e dimensões utilizados por
ela foram: Ambiente emocional; Aprendizagem; Atividade; Autoridade; Comunicação;
Comunidade; Desenvolvimento de competências profissionais; Expectativas de
resultados; Iniciativa; Liderança; Melhoria; Mudança; Organização; Poder;
Responsabilidade; Relações interpessoais; Tempo e Tomada de decisão. E através
da identificação destes aspectos e as suas analises é possível interferir de
forma consciente e consistente na organização escolar de forma mais positiva e
efetiva “segundo a orientação dos propósitos educacionais da escola”.



Há diferenças entre cultura
organizacional e clima organizacional, quais sejam: O clima organizacional é
observado pela percepção do processo de comunicação e pelas relações
interpessoais enquanto que a cultura organizacional analisa elementos como
valores, crenças, histórias e relatos. Há também diferenças quanto ás suas
naturezas, conteúdos e possibilidades de conhecimento que são: O clima
organizacional é acolhedor, participativo, dinâmico e está focado no exercício
da responsabilidade, enquanto que a cultura organizacional é tensa, formal,
estática e está focada no exercício das funções do cargo.



Aos poucos, foi-se construindo uma nova
organização escolar, em que a figura do gestor tem papel importantíssimo na
participação e construção de múltiplas dimensões socioculturais. A escola
torna-se então uma organização social com a 
responsabilidade de fornecer uma educação de qualidade e que desenvolva
os alunos para que se tornem cidadãos críticos com a compreensão do mundo em
que vivem.



Além disso, o processo de
ensino-aprendizagem não deve ser executado de maneira fechada., não permitindo
que os seus participantes construam o modo de ser e de fazer da escola. Por
conseguinte, o ambiente escolar é constituído por dimensões em contínua
interação que devem ser estudadas sempre, visto que há um processo instável de
construção e reconstrução de aspectos dessa interação.



Quando se analisa a qualidade do ensino
dado por uma instituição escolar, tanto pelos programas do Governo, como por
seus próprios gestores, percebe-se que estes se baseiam em princípios ligados à
legislação, seu projeto político pedagógico e suas condições físicas e
materiais, sem levar em consideração um aspecto relevante mas desconsiderado,
qual seja: O cotidiano escolar.



O cotidiano escolar apresenta uma
riqueza de informações, opiniões e também é um espaço de muitas contradições.
Mas é a partir destas que o gestor escolar vai trabalhar, modificando sua forma
de agir, de maneira a diminuí-las e promovendo as articulações que sejam
necessárias. Este dia-a-dia é rico em conhecimento, visto que participam dele
todos os sujeitos do processo de educação,se inter-relacionando e produzindo
opiniões.



Ao se estudar o cotidiano escolar,
verifica-se o que ocorre na escola e no seu clima enquanto a cultura
organizacional revela os conhecimentos que se estabelecem neste relacionamento.





Culturas
abertas e culturas fechadas


Caracterizamos uma organização em aberta
ou fechada pelas características de sua própria cultura, seja ela interligada
com o mundo ou fechada em seu modo de ser e fazer, em suas normas interiores e
regularidades.



Uma organização aberta (orgânica)
apresenta características de flexibilidade, adaptabilidade, elevado espírito de
participação na tomada de decisões e criatividade. Evidencia-se nela o
compartilhamento de poder e informações por parte de seus participantes, além
da compreensão e interpretação desse processo de comunicação e da existência de
mecanismos de gestão que possam garantir sua regularidade e efetividade.



 Contrariamente, a organização fechada
(mecanicista), se apresenta com alto grau de formalidade, fragmentação,
hierarquização e concentração do poder gestor. Tende a estabelecer
regularidades que garantam a preservação desse poder e a legitimar práticas
inquestionáveis. As características desse tipo de gestão, ao mesmo tempo que
são usadas para sua preservação, são seu instrumento de destruição, visto que
travam as possibilidades de desenvolvimento e renovação da organização e dos
envolvidos. Este tipo de organização tende a perder os objetivos e finalidades
educacionais e seus gestores a percepção sobre as consequências do próprio
comportamento. Os gestores também manifestam pessimismo em relação à
competência das pessoas, pelo fato de reterem informações recursos e poder.



Como a cultura é o reflexo das
características da organização, em uma organização fechada a cultura
organizacional também será fechada e, portanto, resistente a mudanças. Um dos
reflexos desse tipo de cultura se dá nas unidades colegiadas (conselhos
escolares, grêmios estudantis, etc.), onde seus integrantes possuem existência
meramente burocrática, tornando-se, em muitos casos, setores escolares
inoperantes.



Por outro lado, nas culturas
organizacionais abertas, a renovação e o desenvolvimento são práticas comuns,
estando receptivas a novas experiências e desafios. Estas organizações
fortalecem suas estruturas e seu valor social, tornando-se verdadeiramente
educacionais, priorizando a descoberta, a construção de conhecimentos e o
desenvolvimento de novas competências. Contudo, uma cultura fechada pode tornar-se
aberta a partir do momento em que passa a aceitar iniciativas de mudança.


A cultura organizacional é movida por
uma intenção de proteção, equilíbrio e estabilidade. Embora também anseie por
mudanças, estas são buscadas desde que não ameacem o já conquistado. Assim,
constitui-se em uma força coletiva de defesa de interesses que visa a
homogeneidade, seguindo quatro funções:


a) 
Gerar identidade organizacional



b) 
Facilitar o compromisso coletivo



c) 
Promover a estabilidade



d) 
Moldar comportamentos


No entanto, essas forças podem, no
interior das próprias culturas, perder a hegemonia, cedendo às mudanças, seja
externas ou internamente ocasionadas, visto que a cultura está sempre em
constante transformação.



Em decorrência da cultura organizacional
se forma o clima. O clima e a cultura constituem forças dialéticas em constante
tensão quanto ao desenvolvimento da organização escolar e a construção de sua
identidade. A cultura tem por função organizar as relações interpessoais e de
poder, a divisão do trabalho, a tomada de decisões, a comunicação, dentre
outros aspectos. Por tal motivo, os atores envolvidos reforçam e mantém
determinadas características culturais, que são transmitidas aos que chegam
como maneiras corretas de perceber, sentir e agir.



Desta forma, é imprescindível aos
gestores estar atentos às características da cultura escolar e aos interesses
por ela atendidos, o que permite identificar a necessidade de mudanças e
desenvolvimento.



A cultura se baseia sempre no caráter
coletivo e no processo de socialização, no entanto, sua constituição se realiza
tanto pela ação das pessoas individualmente, quanto destas sobre o indivíduo.
Assim, ela pode ter um caráter positivo – quando a nutrimos com nossos
pensamentos, palavras e atos – ou negativo, através de nossa omissão. Deste
modo, tudo o que pensamos, mesmo que indiretamente, torna-se parte da cultura
organizacional e retorna à nós definindo nosso ser e fazer dentro da
organização escolar.



Ambos, clima e cultura, são construídos
ao longo do histórico da instituição e de sua relação com o meio externo. A
cultura se refere a tudo o que é compartilhado coletivamente e se expressa de
maneira relativamente duradoura. É desta forma que a escola cria, inventa e
desenvolve pressupostos, crenças, opiniões e discursos que são utilizados como
forma de adaptação e ação sobre os desafios. Esta lógica ou padrão cultural
próprio são transmitidos aos novos membros, como meio de ajustamento destes ao
ambiente.



Esta atitude, no entanto, não significa
que todos os membros se harmonizaram em torno dessa prática coletiva. Devido ao
fato de estar sempre em movimento, a cultura se modifica com o ingresso e saída
de integrantes e, desta forma, também suas características, o que pode
ocasionar conflito de interesses e objetivos, que servem como possibilidades de
aprendizagem e alargamento de horizontes. Os conflitos também são resultado da
flutuação de humores que podem se dissipar e ter resultados positivos ou se
solidificar, criando culturas negativas e radicalizadas. Para alguns gestores,
estes conflitos persistentes no cotidiano escolar, não são vistos como desafios
a serem superados conjuntamente, mas como acontecimentos isolados, pertencentes
aos indivíduos e não à cultura organizacional, o que evidencia um
descompromisso com o fazer educacional.



Se compreendemos a cultura
organizacional como algo que se forma coletivamente, a partir de experiências
conjuntas, podemos dizer que o papel do gestor tem grande relevância no
processo de construção dessa cultura, visto que sua liderança também influirá
sobre ela. A ausência ou falta de efetividade dessa liderança permite a
formação de uma cultura caracterizada por concepções e ações centradas em
interesses pessoais e corporativos, que são repassados à sociedade e aos
novos-membros. Por outro lado, uma liderança comprometida, orienta a reflexão
sobre as práticas e inspiram valores mais amplos.



O que se observa é que a cultura
organizacional se constitui um elemento condicionante da ação dos sujeitos
envolvidos. Os profissionais tendem a ter sua prática muito mais influenciada
pela cultura escolar do que pelos cursos de capacitação. Muitas vezes os
conceitos assimilados nos cursos externos e formais, são anulados por uma
cultura fechada, que limita a atuação ao que permita a conservação do status quo.



Um gestor atento à melhoria da qualidade
observará, no cotidiano escolar, como se processam a comunicação e as relações
interpessoais, o envolvimento dos docentes, as medidas de aperfeiçoamento das
práticas profissionais; examinando, sempre, a cultura, o clima organizacional e
o papel de liderança de sua gestão.



Além dos traços principais da cultura
escolar, podemos observar, também, a presença de subculturas. Estas, formadas
por subgrupos surgidos a partir de afinidades e que tendem a se isolar dos
demais, gerando acordos implícitos, expressos por meio de comunicações
indiretas, com forte poder de influência e de difícil percepção aos externos.
Alguns subgrupos podem, inclusive, diferir quanto às perspectivas que
vislumbram, sendo comum entre eles uma visão díspar a respeito. Nisto, podemos
exemplificar a divergência de opiniões registradas em algumas escolas, entre
gestores e docentes, quanto ao resultado dos exames padronizados. Se explica
esta situação, pelo distanciamento dos diretores ao que acontece na sala de
aula e o desconhecimento da prática dos docentes. Alguns pontos contribuem para
esta situação:


a) 
Falta de ou fraca liderança



b) 
Falta de oportunidades de entrosamento



c) 
Falta de valorização de esforços
espontâneos



d) 
Existência de espaços específicos de
trabalho


Os subgrupos tendem a se intensificar
simultaneamente ao crescimento físico da organização, visto ocorrer uma perda
gradativa do sentido de companheirismo. Quando ocorre uma ruptura entre os
subgrupos, geralmente ocasionada por diferenças culturais, surge uma identidade
independente que resulta no enfraquecendo o papel educacional do conjunto.
Assim, sempre estará presente no contexto da cultura organizacional, uma
dialética entre a homogeneidade e a pluralidade, valores locais e universais,
que a tornam particular e a diferenciam.



Se tomamos em conta que as escolas tem
surgimento por causas diversas, possuem público diversificado, recebem atenção
diferenciada dos órgãos mantenedores e as políticas educacionais
influenciam-nas de maneira diversa, torna-se fácil entender a existência de
conflitos e tensões. É importante para a gestão, manter a diversidade e
heterogeneidade cultural, mas é preciso, também, manter atenção ao aspecto
interativo e integrador das energias escolares.



No texto podemos observar a ocorrência
de subculturas, formadas por subgrupos como exemplo podemos ter grupos de
gestores e professores, entre funcionários administrativos e também entre
alunos de diferentes idades entre outros. Essas ações fazem com que esses
grupos se isolem, criando uma linguagem específica e de difícil compreensão
para os que não fazem parte do grupo.



É importante dizer que diferentes grupos
tendem a ter diferentes visões a respeito da escola, os administradores veem
que seus alunos são muito eficazes, diferente dos professores que têm uma visão
menos satisfatória a respeito deles.



Alguns fatores influenciam para tornar
essas subculturas altamente distintas e isoladas na escola, como: a falta ou
fraca liderança por parte da gestão escolar para formação de uma cultura de
valores, falta de oportunidade de entrosamento, comunicação entre os
profissionais da escola, falta de valorização de esforços realizados como
também existência de espaços específicos de trabalho.



É oportuno dizer que na medida em que o
porte da escola se torna maior, ocorre o acréscimo à disposição de formação de
subgrupos e subculturas então conclui-se que quanto maior a escola menor é o
sentido de companheirismo, pertencimento e compartilhamento que são precisões
naturais do ser humano.



Os gestores escolares tem a
responsabilidade de conduzir o desenvolvimento de clima e cultura escolar
compatível com percepções elevadas da educação e políticas educacionais, de
forma que requeira um ambiente escolar instigante e apropriado para formação
consistente e aprendizagem significativa de seus alunos. No entanto nem sempre
ocorre na escola essa liderança praticada em favor da qualidade de ensino e bem
estar dos alunos, em nome da educação e da função social da escola.



Logo, para termos uma condição do exercício
da gestão e liderança escolar é preciso conhecer e compreender o clima e a
cultura da organização. O texto nos aponta “os valores” como sendo a alma da
escola, a explicitação dos valores subjacentes às ações iniciadas permitem
entende-las e o seu alcance.



O clima na escola influencia futuros
pensamentos, atitudes, comportamentos e ações, uma vez que olhamos os outros e
procuramos fazer da mesma maneira, em grande parte sem nos darmos conta disso.
Isso ocorre porque cremos que a veracidade é determinada pelo que a maioria
pensa, fala e age.



O clima e a cultura, por conseguinte
existem na subjetividade das pessoas que compõem a escola e a influenciam por
seu modo coletivo de pensar, formando uma grande e complexa intersubjetividade.
Daí porque as decisões da escola devem deliberadas com base nas falas do
cotidiano, no que é aceito e no que é valorizado. Logo, compete ao gestor
escolar atuar, conduzindo sua evolução com argumentos mais consistentes com o
ideário educacional e superadores de concepções
superficiais e fragmentadas.



O estudo da cultura organizacional da
escola emerge como uma necessidade da observação de que há elementos internos
diferentes entre escolas e que elas apresentam um modo diferenciado de
funcionar, apesar de serem orientadas pelo mesmo sistema de ensino e pela
legislação educacional. Todas essas propostas apresentam um padrão único e
homogêneo para todas as escolas, a partir de sua responsabilidade de garantir
igual qualidade de ensino para todos.



Há que se reconhece, por tanto, duas
perspectivas culturais:



A Cultura
Organizacional
(Conjunto de crenças, valores, opiniões, percepções da
realidade em suas diversas expressões): marcada por sua vida interna, seu modo
particular de ser e de fazer orientada por valores;



A
Cultura Educacional
(conjunto
de princípios filosóficos-sociológico-pedagógicos delineados fora da escola
para realizar objetivos educacionais traçados pela sociedade): delineada formal
e explicitamente em concepções políticas e planos educacionais de âmbito macro
e externos.



Desse modo, o âmbito da escola
constitui-se em ambiente marcado por uma contínua tensão entre o ideal proposto
pela legislação e o real pensado e representado nas escolas no cotidiano. 



Observa-se que, quando menos
profissionalizado é o conjunto de pessoas que atuam na escola, maior distância
tende a existir entre os âmbitos de cultura organizacional e cultura
educacional.



Vale dizer que uma das condições para
aproximação e promoção da convergência entre cultura organizacional e
educacional consiste na elevação da competência educacional coletiva dos
profissionais da escola, em especial dos professores. Na medida em que ocorre a
interconexão entre culturas. Tanto as propostas levam em consideração a cultura
organizacional como esta incorpora os valores educacionais.



A gestão escolar e processo que envolve
a articulação entre a realidade e as propostas educacionais, de modo a superar
as limitações existentes no rumo da realização de propostas educacionais que
sofrem ajustamentos e adequações no processo de implantação e implementação.
Reitera-se ser fundamental ter em mente que cultura é aquilo que é cultivado
continuamente. Por tanto, o que é cultivado na escola em seu dia a dia
corresponde à sua cultura organizacional.



Para tanto, é necessário quês os
gestores levem em consideração características de processos pedagógicos que
tornem efetivo o ambiente escolar. É importante ter em mente que, embora a
cultura organizacional seja um conceito global e abrangente, são pequenos atos
que constituem o todo.



Algumas características responsáveis
pela qualidades de ensino:


a)Os atores
escolares agem de forma alinhada com valores, diretrizes, princípios,
continuamente discutidos e analisados
: em escola de excelência qualidade
educacional, nota-se que os valores, diretrizes, princípios e objetivos
educacionais são definidos claramente e conhecidos por todos.


b)A formação dos
alunos e sua aprendizagem são considerados e assumidos como a razão de ser da
escola
:
a formação dos alunos e sua aprendizagem são o foco autêntico de seu modo de
ser e de fazer. A aprendizagem supera as propostas pedagógicas da escola e seu
discurso, e se constitui como um espírito que se respira e sente em todas as
práticas escolares.


c)Escola um
ambiente acolhedor, organizado, limpo e estimulador
: as escolas
onde os alunos mais aprendem e se desenvolvem cuidas de sua limpeza e
organização do seu espaço, materiais e equipamentos. Também zela pela
disciplina como uma circunstância de respeito recíproco entre professores e
alunos, alunos e alunos, gestores e toda a comunidade escolar.


d)Os professores demonstram elevadas expectativas à
aprendizagem e seu papel de promovê-la
: Essa expectativa tem-se demonstrado
como um dos fatores mais significativos na relação professor-aluno, reforçando
e estimulando sua aprendizagem, ou deixando de fazê-lo. Pesquisas realizadas
identificaram que os professores os conduzem ao sucesso ou ao fracasso por
ações sutis e de significado muito intenso.


Quando o professor tem elevada
expectativas em relação aos alunos, os motiva a incentiva a dedicar-se mais a
aprendizagem. Quando são baixas ou negativas tendem a empregar comportamentos e
expressões de omissão, rejeição, desconsideração que fazem com que os alunos
deixem de participar das aulas, com isso, venha a fracassar. É importante que a
direção e pedagogos oriente e apóiem o professor nessa dificuldade.


e)O respeito mútuo
a um sentido de responsabilidade e comprometimento pela melhoria de trabalho do
profissionais
:
o clima organizacional tranqüilo, amistoso, em que os adultos colaboram entre
para integrar suas diferenças e atuações, mediante demonstrações de
responsabilidade e comprometimento.


f) 
A escola é
marcada por um processo de comunicação aberto e diálogo
: pela
comunicação, isto é, pelo processo de troca de informações, idéias,
expectativas, opiniões, conhecimentos, sentimentos, de modo que maximizem seus
esforços. A falta de comunicação gera boato, fofoca, uma vez que ocorre o
preenchimento de espaços vazios com o imaginado. A gestão da comunicação é um
cuidado contínuo dos gestores escolares, o que é expresso verbalmente e o que
não é, expressões subliminares (gestos, expressões fisionômicas, tons de
voz,  etc.).


g) A escola
cultiva relacionamento integrador com as famílias de seus alunos
: a
integração família-escola foi identificada como um fato de grande impacto nos
resultados de aprendizagem dos alunos. Os pais demonstram aos filhos que
valorizam sua aprendizagem, mesmo que tenham baixa escolaridade ou seja
analfabeto. O distanciamento dos pais em relação à  atuação da escola funciona como uma falta de
estímulo.


h)Contínua
experimentação de novos processos e 
metodologia de trabalho, que seja mais estimulante para os alunos
: A variação das
condições de estímulo à aprendizagem constitui-se em uma das competências
fundamentais do trabalho do professor, assim como da organização do ambiente
escolar. A variação de exercício, de estimulação visual, de métodos de trabalho
pedagógico é inerente à qualidade de ensino. Essa variação deve ser promovida
de modo que os alunos possam participar.


i) 
A gestão escolar
o sentido da missão, visão e valores educacionais elevador
: a necessária
unidade no ensino sobre a definição do ideário que sustenta este trabalho, que
é sumarizado pela proposta clara de missão, visão e vacares. A Missão é uma
declaração de propósito ampla e duradoura que individualiza a escola e seu
trabalho. Ela exprime a razão de ser da escola. A Visão orienta a escola
numa meta a longo prazo, no intento de atingir o propósito declarado. Os
Valores são princípios intemporais que guiam a escola e servem para nortear o
comportamentos dos docentes e alunos da escola. É necessário que seu sentido
seja representado nas práticas de todos os que assumem a responsabilidade
educacional na escola.


j) 
Os alunos
percebem que são valorizados e os adultos se sentem felizes com seu esforço e
aprendizagem
:
A valorização dos alunos ocorre na medida em que sejam reconhecidos como
pessoas, em suas diferenças individuais. Esta valorização está associada ao
desenvolvimento de uma autoimagem positiva pelo aluno. O aluno se sente mais
competente e autoconfiante.


k)Ao alunos se
sentem bem na escola r gostam de frequenta-la
: gostar da escola e ter vontade
de frequentá-la é o resultado de todo o conjunto de condições anteriormente.
Sentem-se felizes porque sentem que são respeitados como pessoas, que os
adultos se interessam por eles.


Diante dessas características, gestores
escolares tem um conjunto de aspectos as quais devem prestar atenção, a fim de
construírem em sua escola um ambiente educacional promissor para a criação de
um clima cultural organizacional mais próximos do ideário educacional
libertador, em que os alunos se realizam como pessoas e como cidadãos.


Turma:
7PG1N



Acadêmicos:
Danielly Nascimento, Edivaldo Lobato, Gabriela Faval, Luana Gomes, Tamyris
Cunha, Tássia Hesketh.

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