Dos vários filmes exibidos na IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico de 2009, destacou-se dos demais uma produção chileno-hispânica que, de forma surpreendente, trouxe à tela a história de uma comunidade quilombola do interior do Pará chamada Guajará onde, em seu cotidiano, estabelecem relações simbólicas seculares junto à natureza, destacando-se dentre estes, as representações míticas que povoam seu imaginário em relação ao lugar denominado Areal que, cercado de histórias a respeito de visagens e encantados, servem como elemento identitário daqueles moradores, ao mesmo tempo em que estabelecem relações coercitivas que mediam a visão de mundo destes em relação à natureza. Ajudado por pesquisadores que durante anos pesquisam naquela área, o documentarista Sebástian Sepúlveda realizou uma obra que, concisa em sua etnografia, também é contundente em seus aspectos políticos e econômicos, por mostrar a partir do terceiro ato, as conseqüências desastrosas de um empreendimento que afetaria substancialmente aquela realidade.



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