Países escandinavos registram altos índices de suicídio, alcoolismo e depressão.  São altamente desenvolvidos,  mas precisam enfrentar estes problemas sociais. A quantidade elevada de casos desencadeia muitos estudos.  Os resultados são os mais variados, porém a questão do ambiente opressor é costumeira.

Sem esse conhecimento fica mais complicado para alguém que não vive, ou ao menos não conhece, esta realidade ver Nord com real compreensão.

Nord mostra esses problemas de maneira não original, porém inteligente.  Alguém que já viu The Straight Story, de David Lynch, poderá notar semelhanças. O gênero de  Road movies sempre apresentará convergências. Nord está mais para Off-Road pelas dificuldades do terreno.

Jomar Henriksen, um gordo de mais de 30 anos, é o encarregado de uma pista de esqui. A fossa infernal em que Jomar se encontra no começo do filme é substituída pela “estrada”.  Para mim, uma tentativa de suicídio informal. A questão é que Jomar deixa sua casa pegar fogo e embarca em seu snowmobile rumo ao norte. O seu objetivo é visitar seu filho, agora com 4 anos.

Mesmo tratando de temas complicados, e pesados, o filme não cai numa melancolia enfadonha. Talvez pela impulsividade e o descaso, de Jomar, renderem situações que de tão estúpidas são cômicas.

Jomar toma Sobril (Oxazepam) com álcool, para controlar sua ansiedade, durante todo o filme.  O catalisador da coragem de Jomar?

Parece que os personagens que dão abrigo para Jomar, no seu caminho, são na verdade representações de épocas da vida. Cada um mostra algum problema daquela fase, e a forma como lidam com ele.

Nord  e o ambiente nele retratado não são para qualquer pessoa. “ Basta não desistir” como diria Jomar.

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