Justiça! Vivo clamando aos quatro ventos.
Silêncio! Porque resposta eu não mereço.
Quem nos livrará desses momentos?
Diga-me a quem procurar que eu agradeço.

Tanta dor e selvageria eu não esqueço,
E vem o governo com fracos argumentos...
Justiça! Vivo clamando aos quatro ventos.
Silêncio! Porque resposta eu não mereço.

Arma-se a arena dos longos julgamentos,
Vencedor sai o marginal e eu enlouqueço.
Não adiantam, das famílias, os lamentos
Pela vida do povo o poder não tem apreço,
Justiça! Vivo clamando aos quatro ventos.

15/02/07.