Dentre os olhares da tarde, menina!
Flertei teus olhos unido ao calor
O suor rompia com minha blusa fina
E eu vagando num frio cobertor

Abre-se a noite como uma cortina
Em tom escuro trescalando amor
A veste pura sendo posta em cima
Do sol feroz, ò místico opressor

Após o banho, em ato de alvoroço
Trajando a luzente veste do armário
Eu marcho às pressas para te fitar

Na garganta vil forma-se um caroço
Quando vejo um gesto tão cru e precário
Um amante novo você beijar!