DESENGANOS

16 de Fevereiro de 2012 Gilbamar de Oliveira Sonetos 36

Em meio aos desenganos que nos afligem,
qual gotas de absinto no coração
que a vida com o destino nos impingem,
de alucinados corremos à ilusão

Então, tristes, nos vemos encurralados
ante os abismos que se nos deparam,
ansiosos, tartamudos, tresloucados,
e vai assim, os pesadelos nos amarram

Quase nunca percebendo, despencamos
rochedo abaixo em nossas amarguras,
ao pé da melancolia desaguamos

São tantos nesse viver cotidiano
que os prazeres nos parecem torturas
e o existir não passa de grande engano

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