HUM ZILHÃO

– “Quanto é tua alma?” – Disse o Gentil-homem.
– “Hum zilhão”. – Respondi-lhe bem de troça.
– “Ouros ou euros?” – Insiste – "Minha nossa!
Haverá tal quantia? Que se somem

Bens e males da vida! Talvez o homem
Seja de tal monta... Eis que a fortuna endossa
Nossa labuta; nossa féria; nossa
Existência: Só dias que somem...

Permanecia ali, só esperando.
Completou: -- “Ou senão louvores, quando
E onde toda a ilusão tiver lugar?!”

-- "O que valho não poderás pagar"
Concluo: -- "Nem ouros, euros ou louvores...
Meu valor é esse: Hum zilhão de amores!"

Betim – 18 07 2007