EM LARGA MEDIDA

Duvido porque penso, não por cético.
Há-que se questionar tudo que é posto
Para, ao invés d'escolher algo por gosto,
Poder diferir o ético do antiético.

Mesmo a par dos limites do estro poético,
Alinho o desejado co'o suposto.
De modo que o ignorado por fim arrosto,
Com risco d'após ser quase patético.

O metro com que meço todo o mundo
Serve, desde o mais raso ao mais profundo,
De medida na frase ao fim rimada.

Em todo o caso, escrevo por pioneiro.
Pois é Poesia a busca entusiasmada,
Senão da verdade; do verdadeiro.

Betim - 17 12 2017