A sensibilidade do poeta
sai farejando emoção,
para ver se desperta
dona inspiração.

Quem se inspira não atira:
espera tempo bom.
Chegando o tempo, puxa a lira,
e versa no mesmo tom.

E assim a vida segue:
faz um poema agora,
outro sabe-se lá quando.

Pensam que o poeta consegue
se inspirar a qualquer hora,
e que só vive poetando...

Ora, ora...

A.J. Cardiais
06.01.2017