Não sei que poeta eu sou...
Não me classifico,
nem me justifico.
Deixo a batalha ao léu...

Talvez eu seja
o poeta dos precipícios,
dos hospícios
ou das quinquilharias...

Tento tirar o poema do pó,
ou o pó do poema,
batendo no sistema...

No meio da poeira
a palavra espancada,
sai dizendo besteira.

A.J. Cardiais
03.10.2016