A BANHAR

12 de Abril de 2018 RicardoC Sonetos 48

A BANHAR

O bulício das águas contra as lajes
Ao descer os degraus da corredeira...
Aonde eu te levei por companheira
A nos havermos sem pejo nem trajes.

Não importa por onde ou com quem viajes,
Jamais encontrarás igual ribeira!
Tampouco te verás, aventureira,
Tão mais longe dos vis e seus ultrajes...
 
Onde toda a nudez jaz inocente
E mulher e homem são naturalmente
Dois bichos a banhar-se em pleno cio.
 
Guarda no coração aquela tarde,
Cujo recordo ainda em desejo arde
Meu corpo sob as águas d'esse rio.
 
Santana do Riacho - 12 10 2012

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