Desceu o cacimbo sobre a minha terra,
Deixei d’a ver, perdi a noção como era,
Só sei que é linda, sua gente e história
Não sairão jamais desta boa memória.

O cacimbo é cerrado, como noite escura,
Assim permanece há muito tempo, cego
Como eu que mergulhei nesta clausura,
Perdi a noção do tempo, meu pobre ego.

Tenho inda esperança que este cacimbo
Levante e ajude a apagar as queimadas,
E poupar assim as árvores derrubadas.

Que o Sol surja p’ra iluminar o caminho,
Eu voltar à minha terra p’rá contemplar,
E o chão poder com carinho pisar e beijar.

Soneto escrito sem rigor métrico.

Ruy Serrano, 11.10.2013, às 15:00 H