A caneta

24 de Outubro de 2013 Valdir Gomes Sonetos 309

Da sua ponta escorre a tinta.



De sua tinta faz mistério...



E o que escreve parece tão sério



Que não existem dúvidas que minta





Se as palavras que transcreve



São sinceras e latentes



Não pode ferir tanta gente



Que sonha, labuta, se atreve.





Porém, não tem vida própria;



Não pensa, não anda, nem atura



Tampouco compaixão e ternura





Quem lhe manipula textos e torturas



E a faz transmitir covardia



Quem, senão, a mão que a segura!

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem permissão do autor.

Leia também
Lembra? há 2 dias

Quando o tempo nós pertencia dia e noite não existiam? Quando ainda...
enidesantos Poesias 21


Principio há 2 dias

Toda a humanidade repelida da perfeição Privada da perspectiva da ...
enidesantos Poesias 13


Viandar há 2 dias

Viver e caminhar eu gosto de tudo que a vida me da Gosto de viver e ...
enidesantos Poesias 11


Fluxo do tempo. há 2 dias

Boca devoradora do tempo que tudo vai apagando varrendo da vida todo o en...
enidesantos Poesias 14


Sou há 2 dias

o que quero e onde quero Meu palco é a vida Dela faço brotar o pr...
enidesantos Poesias 12


Ame...! há 2 dias

Apenas ame Não se infecte de amor Infecte-se de vida Queira vida D...
enidesantos Poesias 11