Bastidores de um palhaço

30 de Julho de 2011 Alexandrino Sonetos 680

Ri o palhaço no picadeiro!
E a platéia maravilhada ri dele...
Sem desconfiar que um ser como ele
Encharca todas as noites o travesseiro.

E o palhaço pinta-se de alegria!
Cobrindo as olheiras e o pranto,
Mas quando sai do palco, que espanto!
A maquiagem borrada de melancolia...

Quem o ver gargalhar não supõe
Que ele, as suas angustias não expõe
Por ser forçado a fingir eterna felicidade.

Mas o palhaço também chora!
Porém seu pesar só por dentro o devora...
E seu carisma é pura falsidade.

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