Querido destino que desatina em meus amenos orvalhos

Não quero somente uns ventos soprando em meus atalhos

dá-me tres lampadas acesas e um pão assado, de centeio

e te prometo, que corro pra longe de todos os meus devaneios


Sou tão pobre, mui fraco e penitente sofredor

dá-me uma colher cheia de animo e uma taça cheia de amor

pois recolhendo os lampejos de meus tristes pesares

revolvo a relva molhada, estou lendo o livro de Cantares


Dá-me tambem um lirio azul celestial

um copo de leite pra ser meu oceano feliz

pois viver do abraço da vida, eu sempre quis


E por fim, quero a terça parte da luz do luar

tambem a verde luz dos pirilampos de todas as noites

pois a vida é tão severa, já me deu tantos açoites......



Clavio Juvenal Jacinto