Meus atrios estão floridos e de esperança cintilam entre os montes

como a rainha Rosajade entre os muros da cidade imaginaria

Perenes dançam com os canticos da  Flordália que ergue a voz doce

entre seus espinhos, removidos da coroa de quem brotou todas renovações


Eu relembro das letras e frases de um Topazio azul de areola celestial

nas esferas e iluminarias de meus livros abertos em eternos sorrisos

A coroa do rei Rubialfa reluzindo entre montanhas de inverno espelhado

promovendo a brancura das sendas despidas de vaidades outonais


Cai geada, entre estrelas de marfins, acendidas por sopros consoladores

aperfeiçoa a face da princesa Rosamalia que dorme entre os porticos glaciares

estendendo as mãos purificadas para acariciar as profecias de um amor distante


Eu me vejo sozinhos pelos cantos solitarios de um universo cheio de blocos

onde os passaros cantam rimas que a minha alma decifra dentro do coração,

imagino eu e escrevo, sonhando a noite que passa como as brasas de um rubi


Clavio J. Jacinto