Caem as lagrimas da chávena dessa noticia amarga

Como orvalho de tristezas jogadas a sete ventos

imersos na noite passada que o destino traçou pra nós

ouçamos o  fiel lamento das flores da laranjeira


Caem os soluços como terremotos do coração

dores internas como convulsões da alma aflita

ansias de magoas de um coração materno partido

untando a vida com copiosas gotas de lamentações


Em coro a orquestra da familia semeia a dor

Abraços e apertos e a troca de argor

como vinho de fel, que sufoca a mente coalhada


É a vida e seus mistérios escondidos no amanhã

e nós apenas olhamos para a nevoa da existencia

desdobrando o nosso manto soturno, sonhamos o esquecimento.


Clavio Juvenal Jacinto

>Soneto escrito após a noticia do falecimento de um ente querido

Dia 1 de fevereiro de 2014.....