Já não há motejos enm teus jardins de rotinas

mas choras as cópias de um ser sagrado

entre matinais refeições de homens sem destino

nas planicies desses sertões desconcertados


Juras a fidelidade a alegria da vida que passa

lamentas o mel de ontem por dentro derramado

e, se porventura choras por livros que nunca lestes

ainda assim perduras sorrisos de outros livros rasgados


Quem dera que teu arido coração florescesse

entre centeios e jacintos tua alma se regozijaria

por fim teus olhos com sorte ao por do sol desceria


Mas como as grinaldas de teus sonhos envelheceram

veio o caustico sopro das ventanias de asas quebradas

tu mesmo a galrar, pronunciasse desejos envoltos no nada


CJJ