Procura-se um amparo perdido entre as correntes de um rio seco

um par de sonhos frouxos num paladar de amendoas maduras

procura as duas estrelas porque das tres marias faltam uma

um sossego para revestir e cimentar a tranquilidade da vida nublada


Procura-se sementes de coentro e o mel doce do paladar

as agulhas na areia, que o vento levou das ampulhetas quebradas

as helices esfericas da ultima inspiração que arrebata os sentidos

as gotas da chuva congelada que despertaram o inverno tardio



No campo da vida entre perdidos e tantos achados

perdeu-se o sorriso de veludo e as capas de um livro sagrado

e o mardas audacias e todos os seus causticos pecados



No fim do mundo e no começo de todas as coisas

tudo se procura, e tudo tem sua essencia de importancia

mas de tudo o que se perde, que a prioridade seja achar a esperança


Clavio juvenal Jacinto