Daí os cabelos do milho aos fígaros


Os céus de todas as águas, à Icaro


Porque os grãos  férteis são neófitos


Caminhantes de desertos insólitos



Os céus rubros estão inquietos


O mar da vida está aberto


Seu semblante não se pode olvidar


Porque transpassam  as areias do mar



Daí algo ao acaso inodoro, sem sentido


Se sentes algo ao destino, acometido


Crer no futuro, que já está chegando



Não sonhas em asas de cera amarelas


Teu sonho em rupestres aquarelas


Dá a Deus, que destinos vai moldando