Da árvore inerte de agudos galhos
Brotam dores, inerentes d’outrora
Por toda vida, a qual ignora.
O néscio, que o sonho é retalho.

Tem por suas, as escolhas tão errantes
Que recebeu o fracasso por herança,
O céu composto por intemperança
Escala cinza a cingir tons vibrantes.

A aura falha d’amor se cala ao longe
Em vergéis secos por falta de fonte.
Apagar d’olhos opacos e fundos

Traduz o pensar de seus neurônios,
Linhas tortas geradas do carbono
A constituir seu encéfalo obtuso.




Duque de Caxias, 11 de maio de 2010.