Derradeiro (soneto III do cair da noite)

11 de Agosto de 2011 Wellington Calcagno Sonetos 828

Encontro-me nesse jardim escuro
Pelejo contra o lamento abissal.
Em outrora me restou tal sussurro.
Leva, consigo fulgor divinal.

Loquaz é a dor que perdura agora,
Vindo doutras épocas o desdém
Partindo para outros cantos além
Matizes dos sonhos fora embora.

Brada névoa do ocaso me esfola.
Semente impura dum desejo vil
Ditosa ardência aqui construiu.

Inferno volto, semeando agrura.
Declínio fulguroso e varonil.
Matando aos poucos clorótica bruma.


Rio de Janeiro, 5 de Janeiro de 2010.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem permissão do autor.

Leia também
Pelo Espírito há 4 horas

Nada do que Jesus cita no Sermão do Monte nos capítulos 5 a 7 do evangelh...
kuryos Acrósticos 4


A Linha da Vida há 6 horas

O futuro é daqui a pouco, mas talvez não possamos vê-lo. A vida é com...
a_j_cardiais Poesias 27


Obedecendo o Vento há 21 horas

As folhas caem, e eu quero falar sobre isso, sem me preocupar com o feiti...
a_j_cardiais Poesias 38


"Verão na Europa" há 23 horas

Hoje começou o verão Mas todos os dias, são dias de verão O verão na...
joaodasneves Poesias 8


"Maria Emília" há 1 dia

Meu amor Antes de tu nasceres Raramente eu pensava em ti Iria com o pass...
joaodasneves Acrósticos 9


"Sou" há 1 dia

Sou o livro sem palavras Sou a historia por contar Sou o céu sem estre...
joaodasneves Acrósticos 10