Meio

27 de Setembro de 2012 josué Teoria Literária 637

Meio

Entre o inspirar (nascer) e o expirar (morrer) há demarcações tais que, se avisados, não avançaríamos um passo sequer, ou desfolharíamos os entremeios buscando antecipar o por vir; pois há etapas do iirrr que a soma dos trechos mais floridos, não valem por um só caminhar nos espinhos. No percorrer os trilhos da busca, somo expostos às arenas da vida sem o manual de saídas, e tontos, veredamos num tatear abstrato, com um farejar inodoro, tentando sentir o insípido, pelejando seguir as pegadas do tempo, rumo ao que pensamos ser o nosso complemento. Movidos pela força da parte que nos falta, por vezes saciamos nossa ânsia com águas temporárias pensando correrem da fonte; mas com o esvair do córrego, volta o vazio e, com ele, desfigura-se a ilusão.


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