Podia ter se calado. Antes de falar, pensado. Alô, mediocridade. Intrometer-se em assuntos os quais desconhece. Não carrega nos ombros os meus fardos, então com que direito diz-me o que devo ou não fazer?

Se nem mesmo finge gostar de mim. E eu acreditava que sim, um pouquinho que fosse. Porque na sua posição de má observadora, é cômodo criticar, apossada de uma cega razão. Você não a tem e acabou de perder o pouco de admiração que eu ainda nutria por você. Nunca fez por merecer.

De nada nunca foi exemplo, nem destaque. Quem é você pra me dizer o que eu devo fazer?

Os sonhos são meus e eles não irão se realizar se eu desistir deles, mas felizmente eu não ouço conselhos de quem não conhece nem respeita minhas lutas porque sei para onde estou indo, você é que ficou para trás com sua vidinha limitada e besta, mais um marionete malfeito da sociedade que se conforma em obedecer aos padrões e nunca questioná-los.

Não é você que provém meu sustento, então guarde suas lições de moral SEM MORAL para seu filho no futuro, não para mim. Cuidado ao julgar os outros com as vidraças embaçadas porque você pode estar desmerecendo alguém de quem vai precisar depois.

Com que direito você ridiculariza os sonhos dos outros?

Quem você pensa que é na ordem do dia para condenar relacionamentos e sentimentos?

Isso me leva a uma simples conclusão: Sua vida não é tão bonita quanto você diz, e sabe por quê? Porque se fosse, você não teria tempo para cuidar da minha.