Minha casa são tavernas
Que ficam a beira de estradas
Onde o gole de um bom vinho
Aquece-me na madrugada,

Vago sem rumo o dia todo
E um cachorro me acompanha
Mesmo na chuva ou no sol forte
Ele é fiel e me dá sorte,

Não tenho vestes adequadas
Para ser um cavaleiro nobre
Sou apenas um simples trovador
Que desejas uma bela morte,

Levo uma bolsa comigo
De couro legitimo e forte
Nela carrego segredos,
Um pouco de fumo e um vinho do norte.

Ao peito apoio meu violão
E minha voz ao longe ecoa,
De suas casas saem todos
Mas o que interessa-me são as moças,

Belas, formosas, doces, delicadas,
Varias delas vejo aos montes,
E de amores me farto
Na madrugada com as amantes.

Vida vazia mais cheia de amores
Às vezes penso me juntar a alguém,
Comprar uma casinha e por lá ficar,
Mas a vida que levo é boa também.

Agora me despeço,
Pois vou ver alguém no vilarejo seguinte
Se não for uma linda donzela,
Será um belo copo de uísque

Pois...

Minha casa são tavernas
Que ficam a beira de estradas
Onde o gole de um bom vinho
Aquece-me na madrugada.